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É HOJE O DIA DO BASTA

 Dia 10 de agosto é o "Dia do Basta". Organizado pela CUT e demais centrais sindicais, neste dia os trabalhadores e as trabalhadoras realizarão paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o País para exigir um BASTA DE DESEMPREGO, DE AUMENTO DO PREÇO DO GÁS DE COZINHA E DOS COMBUSTÍVEIS, DE RETIRADA DE DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA, DE PRIVATIZAÇÕES E DE PERSEGUIÇÃO AO EX-PRESIDENTE LULA. Uma grande manifestação na Avenida Paulista, em frente à Fiesp, está prevista para ocorrer a partir das 10h, com a participação de várias categorias de trabalhadores e trabalhadoras e de movimentos sociais.    Os dados apresentados abaixo devem, pela sua gravidade, despertar a indignação dos/as trabalhadores/as, justificando seu protesto no dia 10/08:

- A taxa de desocupação praticamente dobrou desde o final de 2014. O país possuía 6,5 milhões de desocupados no final de 2014 e registrou, em maio de 2018, 13,2 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,7%). - O tempo gasto pela/o trabalhadora/r para conseguir uma nova colocação dobrou: passou de 23 semanas em março de 2014 para 47 semanas em março de 2018.

- Desde a implementação da nova política de preços da Petrobrás no governo Temer, os preços de seus principais produtos  têm sido aumentados muito acima da inflação. - A gasolina aumentou em mais de 31%, o etanol em 22,6%, o diesel 14.3%, o botijão de gás 17,2% durante o governo Temer. - A energia elétrica subiu 18,8% em 12 meses terminados de julho/2017 a junho/2018.  
- A terceirização irrestrita e a reforma trabalhista aprovadas durante o governo têm como objetivo retirar direitos históricos da classe trabalhadora e precarizar o trabalho, além de fragilizar os sindicatos e dificultar o acesso à Justiça do Trabalho. - O fim da ultratividade das convenções e acordos coletivos de trabalho, a eleição da comissão de representantes dos trabalhadores no local de trabalho sem a participação do sindicato e a aprovação da norma que permite o negociado prevalecer sobre o legislado tende a intensificar ainda mais a retirada de direitos e a precarização do trabalho. - O fim do imposto sindical e as dificuldades criadas para a aprovação de formas alternativas de financiamento sindical, como a taxa negocial, visam o enfraquecimento dos sindicatos.

- Seguindo a política de subordinação aos interesses das empresas multinacionais e de redução do papel do Estado na economia, o governo Temer mudou o regime de exploração do pré-sal, entregou áreas estratégicas de exploração às petrolíferas estrangeiras, concedeu-lhes benefícios bilionários, além de ter reorientado a política  de gestão e de preços da Petrobrás, preparando sua privatização. - Os resultados têm sido os aumentos abusivos dos derivados de petróleo e a entrega às empresas estrangeiras de recursos que deveriam estar sendo destinados à educação e à saúde públicas que estão sendo desmontadas.
 
    Por isso, para dar um basta aos desmandos do governo Temer e às medidas de retirada de direitos dos trabalhadores, é que no dia 10 de agosto vamos às ruas protestar contra contra o desmonte do país e pela defesa dos direitos.  

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