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ATÉ QUE PONTO CHEGARÁ A OAB SP?

É com grande indignação e repúdio que o Sinsexpro tem conhecimento do comunicado GSG 09/2017, pelo qual a Ordem desliza sobre informações mal explicadas e incompletas.    Mal explicadas, pois não informa o porquê de o sindicato se negar a assinar o Acordo Coletivo, cuja minuta enviada pela OAB SP, além de conter diversos erros no texto (que não foram de digitação), deturpava o que foi negociado, firmado e assinado pela OAB SP (clique aqui e veja mais uma vez o parágrafo do pró-memória no qual a OAB SP garante o que depois não cumpriu).    Incompletas, pois não explica, por exemplo, que a OAB SP firmou em Mesa de Negociação com o Sinsexpro, um acordo (que está no clique aqui acima) e depois voltou atrás. A diferença em valores é pouca, mas a OAB SP prefere negar esse direito ao trabalhador, este que por sinal, tem O PIOR SALÁRIO DA CATEGORIA! Isso vindo de uma entidade que cobra de seus associados uma anuidade de R$ 997,30.    Incompletas, também, pois não relembra que os trabalhadores da OAB SP já cansados, esgotados após sete meses de negociações, resolveram aceitar em assembleia uma coparticipação no convênio médico, que se configura como PERDA DE DIREITO, para a qual a OAB SP nunca demonstrou planilhas ou documentos que comprovassem a necessidade dessa retirada de direito. Nesta perspectiva, o aumento real pleiteado pelo Sinsexpro não é uma concessão simples da OAB e sim, foi fruto de muita negociação, sem esquecer que o nosso pleito era maior. (Clique aqui e veja o boletim que demonstra isso).    Incompletas, ainda, pois, no comunicado a OAB SP não menciona que, mesmo sem ter feito parte de nenhuma negociação, retirou da minuta do Acordo o parágrafo segundo da cláusula 47 que trata da ultratividade do Acordo Coletivo, tendo em vista que, somente através de firmado em acordo essa ultratividade terá validade.    Sobre a diferença entre reajuste com aumento real legítimo e o reajuste com somatória de índices afirmado pela OAB no comunicado supramencionado, vamos exemplifica-la usando como base um salário hipotético de R$ 2.000,00. Valor que, diga-se de passagem, é bem superior ao percebido pela grande massa de trabalhadores da OAB SP.

VAMOS LÁ   Nos salários já reajustados com 4% (arredondado), acrescentando os 1,5% de aumento real, o salário de referência se alteraria para R$ 2.111,20    Por outro lado, na soma dos 4% mais 1,5%, como fará a OAB, o salário de referência vai se alterar para R$ 2.110,00    A perda nos 8 meses de retroativo será de R$9,60. A perda anual será de $14,40. Sem mencionar as perdas em FGTS e férias.    Vale ressaltar que essa prática de cálculo (percentual de aumento real sobre salários já reajustados pelo índice inflacionário), é uma realidade das relações de trabalho e, também, a prática da JUSTIÇA DO TRABALHO.
   Ou seja, não é o sindicato que deliberadamente não quer assinar o Acordo Coletivo, muito pelo contrário. A maior preocupação do sindicato é assinar o Acordo Coletivo desde que, para isso, não sejamos cúmplices de uma incorreção de aplicação de aumento real, na qual os trabalhadores e trabalhadoras sejam financeiramente prejudicados pela OAB SP que diz respeitá-los. Na teoria, na letra bonitinha do comunicado, porque na prática o trabalhador da OAB SP sabe muito bem com quem está lidando. FIQUE ATENTO! ESTEJA MOBILIZADO!

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