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ATENTADO CONTRA A DIGNIDADE É ASSÉDIO MORAL

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, as quais podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho. Por isso, quer seja um ato, quer seja a repetição deste ato, devemos combater firmemente o assédio moral por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha estes atos.    O assessor jurídico do Sinsexpro, Arthur Jorge dos Santos, explica que no julgamento de casos em que se alega a ocorrência de assédio moral, alguns aspectos são essenciais: a regularidade dos ataques, que se prolongam no tempo, e a determinação de desestabilizar emocionalmente a vítima, visando afastá-la do trabalho. Trata-se, portanto, de um conjunto de atos que têm por objetivo expor a vítima a situações incômodas, humilhantes e constrangedoras. A lista de procedimentos e atitudes passíveis de enquadramento como assédio moral é extensa. E existem inúmeros meios para denunciar e agir contra esse tipo de violência:  Converse, inicialmente, com o agressor para esclarecer como você se sente (se houver possibilidade de diálogo);

Procure solidariedade, ajuda mútua e estratégias coletivas para enfrentar o problema;

Procure suporte emocional com amigos, família, colegas e psicólogos;

Evite conversar a sós com o agressor. Leve um colega ou representante sindical para servir como testemunha;

Relate as agressões na Ouvidoria ou no setor de Recursos Humanos e solicite uma mediação para solucionar o problema.

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