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EM PROTESTO, SINSEXPRO COBRA NEGOCIAÇÃO COM OAB SP

Por Vanessa Ramos - CUT SP O Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo (Sinsexpro) promoveu nesta segunda-feira (20) protesto no centro de São Paulo para cobrar negociação da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A manifestação ocorreu durante inauguração de um auditório para os advogados, no prédio da OAB-SP, na Bela Vista, que reuniu conselho diretor, advogados e políticos. Na ocasião, os trabalhadores fizeram uma “sardinhada” para pressionar o órgão.   Em campanha salarial, os trabalhadores relatam intransigência da atual direção. Eles repudiam coparticipação no plano de saúde e cobram reajuste e aumento salarial. Além disso, criticam a postura da diretoria da OAB-SP que, sem diálogo com o sindicato, atua para implementar banco de horas para os cerca de 2.500 funcionários no estado de São Paulo, conforme informações da entidade. Secretário-geral do Sinsexpro, Carlos Tadeu Vilanova, relata que esses embates com a atual direção vêm desde 2016. “Nossa data-base é em 1º de maio, mas até agora não fecharam acordo conosco. Querem ainda instalar a coparticipação do plano de saúde de cima pra baixo aos funcionários que não recebem mais do que dois salários mínimos por mês”, critica. Vilanova lembra que, em 2015, às vésperas da eleição da atual direção, os trabalhadores realizaram uma greve contra a coparticipação do convênio médico e por melhores condições salariais e de trabalho. Na ocasião, conseguiram barrar retrocessos nos direitos e avançar nas negociações. Em 2017, isso voltou à tona. “Nas mesas de negociação, notamos que eles estavam se valendo da reforma trabalhista para pressionar o sindicato a aprovar. Como se quisessem nos dizer que era melhor aceitar o que eles estavam apresentando. Eles querem que os trabalhadores paguem a conta da má administração deles e, para isso, se utilizam de todas as brechas”, aponta. O Sinsexpro entrou com dissídio coletivo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) para garantir que o acordo coletivo avance. “Fazemos negociações há 20 anos. Mas, de todas as gestões que já passaram por lá, esta sem dúvida é a pior. A demissão e a rotatividade são frequentes e a direção tem como marca a falta de diálogo”, fala a secretária de Assuntos Jurídicos do sindicato, Inês Granada Pedro. Segundo Vilanova e Inês, os salários pagos pela OAB-SP são os menores dentre as 28 categorias representadas pelo Sinsexpro. Enquanto a média dos funcionários da categoria é de aproximadamente R$ 3 mil, os salários da seccional paulista são em torno de R$ 1.500. Presente no ato, a bancária e secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, lembrou que neste ano ocorrerão eleições para os conselhos seccionais e subseções da OAB. “Diante da postura intransigente da atual direção junto ao sindicato, é preciso que a categoria esteja atenta. Deve estar à frente da entidade uma diretoria que respeita os trabalhadores e que atue em questões cruciais no estado de São Paulo diante da atual política. Ainda, é preciso que exista uma direção comprometida com a restauração da democracia e a defesa dos direitos humanos”, destacou a dirigente.

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