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#EUTAMBÉM ALERTA PARA VIOLÊNCIA SEXUAL

Indiferença em relação à violência sexual é inaceitável, disse a chefe global da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, cujo mandato é promover a igualdade de gênero no mundo. Ela pediu que mulheres e homens levantem suas vozes contra atos de agressão sexual. As declarações foram feitas após o início do movimento #MeToo (#EuTambém) nas redes sociais de diversos países, no qual mulheres relataram ter sido vítimas de violência sexual. A iniciativa mostra "o quanto há de errado quando as pessoas podem agir impunemente em uma cultura do silêncio", disse a chefe da agência da Nações Unidas.    Em um artigo de opinião, Phumzile Mlambo-Ngcuka lembrou a "dor e a raiva" de milhões de mulheres que postaram nas redes sociais mensagens com a hashtag #MeToo (#EuTambém) nas últimas semanas. "O que estamos vendo atualmente, enquanto as mulheres constroem e reforçam os relatos umas das outras, e enquanto os homens se unem para ter consciência de seu papel, é uma validação da capacidade de ter voz", disse Mlambo-Ngcuka. Ela acrescentou que "estamos vendo também a força do número de experiências individuais acumuladas que são caracteristicamente não declaradas".    A hashtag #MeToo começou com Tarana Burke, uma líder comunitária negra de Nova Iorque, e se disseminou quando a atriz Alyssa Milano replicou a mensagem com pessoas no mundo todo escrevendo #MeToo para relatar o fato de terem sido vítimas de violência sexual. O movimento massivo mostra "o quanto há de errado quando as pessoas podem agir impunemente em uma cultura de silêncio", segundo a chefe da ONU Mulheres. Ela pediu que os homens levantem suas vozes e não sejam espectadores silenciosos de abusos.    No Brasil, 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências envolvendo menores, há um histórico de estupros anteriores. Além disso, a proporção de ocorrências com mais de um agressor é maior quando a vítima é adolescente e menor quando ela é criança. Cerca de 15% dos estupros registrados no sistema do Ministério da Saúde envolveram dois ou mais agressores. Em geral, também segundo o Ipea, 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima, o que indica que o principal inimigo está dentro de casa e que a violência, muitas vezes, ocorre dentro dos lares.

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