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PIOR GESTÃO NA OAB?

 Será que a atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, é a pior de todos os tempos em relação às relações trabalhistas e aos direitos do trabalhador?    É fato que nunca foi fácil negociar o que é, na verdade, um direito do trabalhador e da trabalhadora, que é a sua qualidade de vida. Mas é flagrante que as negociações com a atual gestão nos últimos anos têm sido para além do difícil, culminando com as de 2017 com proposta de retirada de direito (convênio médico gratuito) e, pior, não assinatura de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), direito máximo do trabalhador organizado que, por sua vez, ACEITOU em assembleia a proposta da Ordem de coparticipação no uso do convênio médico. Mesmo assim, a OAB SP não assinou o ACT conforme a proposta levada em assembleia.    Além disso, após a assembleia, a OAB SP enviou uma minuta de ACT recheada de erros e com a retirada do §2º da Cláusula 47, sem que tenha havido para isso negociação. Vejam na imagem, o parágrafo que, na proposta da OAB SP, deveria ser excluído:    Ou seja, o parágrafo é a garantia da manutenção do ACT até que outro seja assinado. Que intenções teria um empregador em não querer uma cláusula como essa que está há anos no ACT da Ordem? Qual a dificuldade para um empregador manter os direitos conquistados de seus funcionários?

SEM ACORDO COLETIVO!     Há muitos anos que os trabalhadores da Ordem não ficam sem Acordo Coletivo! Entre 1995 (data do início da representação sindical dos trabalhadores da OAB SP pelo Sinsexpro) até hoje, somente em 2007 a campanha salarial foi decidida por um tribunal. Pela primeira vez, então, não foi efetivado nem acordo nem dissídio.     Vale ressaltar que uma das bases conceituais da própria existência de um sindicato é a consecução de acordos com vistas na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras. No entanto, também é dever de um sindicato não permitir que um Acordo Coletivo venha a prejudicar o coletivo dos trabalhadores, isso seria uma prática contrária aos ideais sindicais.    Portanto, não fomos nós que nos negamos a assinar o Acordo que, a propósito, foi aprovado em assembleia. Mas não poderíamos concordar com a assinatura com a retirada de texto que não foi negociada ou com cálculos errôneos que terminassem em prejuízo financeiro para os trabalhadores.    Fica então a pergunta para você trabalhador e trabalhadora que é funcionário da OAB SP há anos: Essa gestão da Ordem é a pior de todos os tempos? E você trabalhador que está há poucos anos ou meses, que tipo de empregador você quer para o futuro próximo?  Vamos refletir?
 

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